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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Moldura

Recebo um presente enrolado numa folha de jornal.
O presente?
Um cartaz de um congresso esquecido.
Nele há letras brancas que emergem de um profundo desenho azul.
O mesmo azul do céu que ora me acolhe, ora me desmonta.
O cartaz passa a ter bordas e agora ocupa a parede da entrada da minha casa,
aquela onde há um espelho que costuma guardar meus segredos.
O jornal velho?
Mesmo amassado, agora tem contornos negros.
Será presente para quem me disse ainda criança
que desuso emoldurado é arte para quem
adora brincar de esquecer,
e se esquece,
rabisca, desenha, monta, escreve, canta, filma,
até desaparecer.

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