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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Avenida aurora, n° 33

Reflexos de luzes
desenham
um encontro
em vidros de
venezianas fechadas.
O horizonte,
testemunho da palavra,
pede entrada,
mas a porta está trancada.
Vozes da rua
indagam
se no parapeito da janela
um casal se detém.
Os raios amarelados do entardecer
dizem:
"esqueçam,
hoje,
o que há aqui dentro,
ninguém vê".

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