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domingo, 21 de agosto de 2016

Flávia

"Longe, lá de longe, onde toda a beleza do mundo se esconde,
mande para ontem uma voz que se expanda e suspenda esse instante.
Cante para hoje" palavras que vêm de um tempo distante.
Fale agora que muito além do ontem, existe uma ponte de candura bem marcante.
Diga que nela anda uma moça de olhos fulgurantes,
que voa num céu de mil e cem cores.
Cante que quando há medo e fortes, fortes dores,
ela é vista a pular em nuvens de mil e e cem amores.
Fale que carrega um lenço bem rendado
para o caso de lágrimas e também tremores.
Diga que a encontrei no passado de mil e cem horizontes,
onde demos as mãos sob uma árvore de onde pendem quarenta,
sim quarenta flores.

Balanço

A sombra que desenha um vai e vem 
é amiga da menina que balança
num imaginário e descontínuo trem. 
Roçam, roçam, no chão de terra batida, os pés da moça,
que anunciam, nova estação.
Pequeno arrebite e o balanço pede:
"pare não".
Cabelos precisam de desalinhos
para seguir sem sofreguidão.